Paisaje y Nuevos Medios. Charla con Juliana Rosales
-Há uns minutos você estava falando sobre como começou a sua relação com a “nova mídia” e como ela influenciou o seu trabalho post-scic.*
—Sim, eu fui estudar na Southern Institute of Architecture em Los Angeles, Califórnia,onde o ambiente era especialmente aberto ao cruzamento de disciplinas e foi ali ondeentrei em contacto com o ambiente digital. Quando comecei a realizar a minha tese,sobre a Água e a Arquitetura, achei que a ferramenta digital era a mais adequada paratrabalhar nisso. O tema proposto na tese era explorar os limites entre a água e aarquitetura, como um meio submerge-se noutro, a superposição modifica de algummodo a percepção do fato. Isso é atrativo para mim desde muito tempo antes de L.A,vem da minha infância emMercedes, departamento deSoriano, das enchentes e daminha relação com esseambiente..
— O assunto da entrevista éPaisagem e Nova Mídia, umassunto que você vemtrabalhando faz muito tempo.Como foi o começo dessecaminho?
-Paisagem e Nova Mídia…bem… faz muitos anos e desde outro ponto de vista, Fernando Álvarez Cozzi e CarlosPellegrino tinham feito 3 vídeos de Colonia que também estavam relacionados comesse tema. Eu fiz obras com esse conteúdo mas não me considero uma artista daNova Mídia (que já não é nova pois tem uns quantos anos), em qualquer caso, meconsidero uma arquiteta-artista que utiliza essa ferramenta sem muito preconceito,descobrindo a capacidade dessa ferramenta cada vez que a utilizo.Fascina-me o universo que surge a partir da digitalização dos dados: imagens, sons,espaços… é isso o que me atrai… essa imersão dentro de uma dimensão a descobrir.Fascina-me a lógica que possuem, a beleza dessa lógica, que percebo como a belezafria que tem os números, em algum sentido ligada à beleza dos cristais, a música dasesferas do renascimento. A nova mídia não me interessamuito, acho que é algo encerrado em si mesmo. Em L.A conheci um lugar chamadoCLUI, Center for Land Use Interpretation , Centro para a interpretação do uso da terra(recomendo visitar seu site www.clui.org ) que é um lugar onde você nunca sabe seisso que está vendo é arte, ciência, tecnologia ou história. O que acontece é que Étudo isso ao mesmo tempo. O que eles fazem é estudar o uso da terra, ou seja, usosincomuns da terra, por exemplo: coisas referidas a sua paisagem, bases militaresabandonadas, construções tradicionais em cavernas, lugares radiativos, agora estãotrabalhando com as construções do delta do Mississipi, construções que tem sidofeitas depois das inundações. Tudo isso não se trabalha a partir da documentaçãohabitual, jornalística, ou a interpretação artística, mas sim desde um lugar que… éconsiderado como um todo e como a gente se comove ante tudo isso. Sim, conheceresse projeto, o modo em que trabalhavam, como veiculizavam e cruzavam-se asdisciplinas (arte, documentação geográfica, história), foi algo que me marcou e,levando em conta os meios físicos que tinha (materiais, tecnológicos, etc.) escolhi omeio digital para trabalhar. Hoje sinto que é uma ferramenta geradora de território, ummeio capaz de gerar percepções diferentes e gosto disso. Si eu tivesse um helicópteroa minha disposição outra seria a historia…. (Risos)

-Eu gostaria de saber mais sobre as suas referências, ou seja, além desse coletivoque você descreve, alguém que tenha tocado você pela sua experiência
— Sim, eu estudei com o Arquiteto Neil Denari, que trabalha com formas auto-geradas,fazendo referência a modelos biológicos e modelos mecânicos, ele falava da mudançado paradigma moderno ou seja a mudança do paradigma na construção do espaço eestudamos muito esse tema do tempo, por exemplo: o tempo no cinema de Antonioni,como traduzir esse tempo dês-colorido à geração de espaço, os dispositivos gerados apartir disso foram fascinantes. Quero dizer, o mais interessante do território digital éessa coisa de dimensão nova, de percorrido randômico capaz de gerar cosias.Quando voltei para Montevidéu conheci Brian, ele tem um arquivo maravilhoso deobras na internet e isso foi uma fonte importantíssima de conhecimento. Depois li aLev Manovich e me senti identificada com sua análise sobre os entornos digitais.
— Neste momento você está exibindo uma obra no Subte Municipal onde confluem, osuporte fílmico e o entorno digital, também Manovich tem escrito muito sobre esse tópico..
-Nunca tinha pensado isso desde esse ponto. O que Manovich faz é analisar temas davanguarda russa, que eu também considero a mais interessante, analisa preceitos quepassaram de ser manifestos a ser ferramentas e pergunta-se qual é o novo manifestodessas ferramentas. O que eu tinha interesse de fazer nesta obra era confrontar otema da percepção, o olho, a visão central do olho que é o documento mais certeiroque temos enquanto o corpo está quieto, e a outra percepção é a de percorrer o lugaratravés do corpo, ou seja, seguir o caminho do corpo registrando seu movimentoatravés da captação de seu volume no território com um dispositivo de GPS. Porexemplo agora estou trabalhando com isso e alguém me falava da relação que temisso com o panóptico, com a maneira em que podemos controlar ao outro… (Tambéminternet começou assim, mas é um mundo paralelo onde a pirataria convive com essecontrole), mas voltando ao GPS, quando eu comecei a trabalhar com esta ferramentanão parei para pensar nisso. O que eu pensei foi que são como estrelas artificiaiscriadas pelo homem, e o que eu queria fazer era dançar com essas estrelas, depoisvem o resto… Por isso, a imersão e a procura randômica são o que más me atrai doassunto.
Obras que podem ser vistas na internet:
http://turbulence.org/blog/2009/07/24/live-stage-juliana-rosales-locative-media-montevideo/
Capitulo V
Tributo afetivo:. Video de Verónica Artagaveytia e Alcides.
http://www.portaluruguaycultural.gub.uy/wp-content/uploads/video/veronica-alcides.flv
Enlaces
Sites de artistas uruguaios mencionados pelos entrevistados:
Edgardo Acosta Bentos: http://boek861.blog.com.es/2009/03/15/acosta-bentos-poesia-visual-5762354/
Fernando Alvarez Cozzi: http://netart.org.uy/vintage/flyers/interfaces/interface.swf
Alvaro Cassinelli: http://www.k2.t.u-tokyo.ac.jp/members/alvaro/works/
Osvaldo Cibils: http://osvaldocibils.com/
Tomás Laurenzo: http://laurenzo.net/
Roberto Mascaró: http://www.robertomascaro.com/
Dados biográficos dos entrevistados:
Clemente Padín: http://clementepadin.blogspot.com/
Enrique Aguerre: http://www.enriqueaguerre.com/sinretorno/
Brian Mackern: http://netart.org.uy/brian.html
Pincho Casanova: http://elmonitorplastico.com/Pincho_Casanova.html
Juliana Rosales: http://www.fondation-langlois.org/html/e/page.php?NumPage=2093
Teresa Puppo: http://teresapuppo.com/
Epílogo:
“Por primeira vez na história, as imagens são efêmeras, ubíquas, carentes decorporeidade, acessíveis, sem valor, livres. Rodeiam-nos do mesmo modo que nosrodeia a linguagem. Têm entrado na corrente principal da vida sobre a que não têmnenhum poder por si mesmas”. John Berger, “Ways of Seeing
John Berger “Ways of Seeing”
Agradeço o tempo cedido pelos entrevistados para compor esta nota. Ángela López Ruiz
Índice
Travelling. Introducción
Travelling (parte 1). Capítulo I y II
Travelling (parte 2). Capítulo III y IV
Travelling (parte 3). Continuación capítulo IV, capítulo V y enlaces
















