Travelling

Exercício historiográfico sobre Arte e Nova Mídia no Uruguai

“As nossas belas-artes foram instituídas e os seus tipos e usos fixados numa época quese diferencia decisivamente da nossa, por homens cujo poder de ação sobre as coisas erainsignificante quando comparado com o nosso. Mas o extraordinário crescimento dosnossos meios, a capacidade de adaptação e exatidão que atingiram, as idéias e os hábitosque introduzem anunciam-nos mudanças próximas e muito profundas na antiga indústriado Belo. Em todas as artes existe uma parte física que não pode continuar a ser olhadanem tratada como outrora, que já não pode subtrair-se ao conhecimento e potênciamodernos. Nem a matéria, nem o espaço, nem o tempo são desde há vinte anos o queforam até então. E de esperar que tão grandes inovações modifiquem toda a técnica dasartes, agindo, desse modo, sobre a própria invenção, chegando talvez mesmo a modificara própria noção de arte em termos mágicos.”PAUL VALÉRY, Pièces sur l’art (“A conquista da ubiquidade ”). Paris,1934.


Introdução

O presente artigo tenta fazer um aproximação à trama historiográfica da “Nova Mídia”no Uruguai, partindo não de uma indexação mas sim de uma cartografia sensívelrealizada em base aos relatos de alguns protagonistas. A idéia é reunir os momentoschaves do processo artístico que envolvem a nova mídia, ter uma aproximação àsmarcas que tem produzido no campo da arte e ver como esse processo desborda-sede maneira evolutiva.

A fim de contextualizar a origem do termo “Novas Mídias” cito um fragmento de: “Alinguagem da nova mídia” de Lev Manovich.“Como a mídia tornou-se nova? Assim como a mídia impressa no século XV e afotografia no século XIX tiveram um impacto revolucionário no desenvolvimento dacultura e da sociedade moderna, o computador é o mediador da nova revolução –discutivelmente mais profunda do que as primeiras. De fato, a introdução da mídiaimpressa afetou somente um estágio da cultura da comunicação: a sua distribuição. Ea introdução da fotografia afetou somente um tipo de comunicação cultural: a dasimagens fixas. Ao contrário, a revolução da mídia eletrônica afeta todos os estágios decomunicação, incluindo aquisição, manipulação, armazenagem e distribuição; quetambém afeta todos os tipos de mídia – formatos: textos, imagens fixas e emmovimento, som e construções espaciais.”

Ou seja, com a chegada do computador subverte-se um modo de significação inerenteà economia cultural que traz consigo uma nova configuração de pensamento. Essemodo de percepção se traduz numa mutação na materialidade do objeto, refletida naprodução de artistas que tomam a ferramenta digital como suporte expressivo.No Uruguai a cena digital foi nutrida pelos antecedentes vinculados ao CinemaExperimental (Festival de Cinema Documentário e Experimental das décadas 50 a 70,e mais tarde os festivais organizados pelo Serviço Oficial de Difusão Radio-televisão eEspetáculos, o SODRE ); as publicações que formavam a substancia teórica(entrevista a Clemente Padín) e outras expressões que estavam sendo gestadas comoo happening, a performance, etc. Alguns dos artistas entrevistados, e outros por elesmencionados, procedem desse ambiente expressivo.Ninguém melhor do que eles para relatar essa parte da história.

Entrevistas y ensayo
Por Ángela López Ruiz


Para facilitar la lectura de este ensayo, se ha dividido en 3 partes. A continuación, los enlaces a cada parte.

Índice

Travelling. Introducción

Travelling (parte 1). Capítulo I y II

Travelling (parte 2). Capítulo III y IV

Travelling (parte 3). Continuación capítulo IV, capítulo V y enlaces