
Sistema de Informação Cultural (SIC)
Departamento de Indústrias Criativas (DICREA-DNC-MEC)
Respondendo às necessidades existentes na Direção Nacional de Cultura pela elaboração de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento das indústrias criativas, o site do Sistema de Informação Cultural (SIC), criado no marco do Projeto “Viví Cultura”, tem como objetivo gerar e por à disposição dos atores culturais, os tomadores de decisões, os pesquisadores da vida cultural e o público em geral, informação e dados referidos aos diferentes campos da atividade cultural no Uruguai.
As indústrias criativas vêm ganhando um destaque crescente, tanto do ponto de vista econômico (emprego, criação de valor e riqueza, consumo, comércio, exportações, qualidade de vida) quanto pelo seu impacto na vida cotidiana, a produção e a formação da identidade e da cultura nacional.
Tal como está sugerido pela interfase que escolhemos, o site do SIC pretende ser “um mapa das indústrias culturais” e oferecer, através das suas diferentes “estações”, informação sobre essas áreas da produção cultural: atores culturais de cada campo, cadeias de valor, dados quantitativos de cada setor (número de empresas, quantidade de empregos, salários, evolução da produção, dinheiro que movimenta, vendas, exportações, etc.), instituições e documentos relevantes, assim como links com outros sites onde é possível encontrar mais informação.
Na primeira etapa (primeira metade do ano 2009) foram especialmente consideradas dez áreas de atividade: cinema/televisão, música, editorial, design, consumo e hábitos culturais, museus, bibliotecas, arquivos de registro audiovisual das artes cênicas e software. A segunda etapa incluirá informação sobre outros setores: rádio, publicidade, arquitetura e design urbano, moda, presentes, jogos e brinquedos, patrimônio, festas, festivais e feiras culturais, turismo cultural e educação. Também será incluída a informação oferecida pela “Conta Satélite de Cultura”, em via de instrumentação, e a informação que continuem oferecendo o “Programa de Competitividade de Conglomerados e Cadeias Produtivas” (PACC) do Escritório de Planejamento e Orçamento (OPP), o “Observatório Universitário de Políticas Culturais”, da Faculdade de Humanidades e Ciências da Educação (FHCE), e o Instituto Nacional de Estatística, entre outros.
Preferimos o termo indústrias criativas (em vez de indústrias culturais) por considerar que é mais abrangente (não se limita unicamente às atividades afetadas pelo direito de produção intelectual) e ao mesmo tempo remete ao conceito de criatividade e de economia criativa (Howkins 2001), que por sua vez remete a uma nova lógica do desenvolvimento produtivo, social e humano centrada na incorporação, cada vez más intensiva de criatividade e de conhecimento. A idéia das indústrias criativas, então, não está limitada a listar um grupo de atividades, senão que tem a ver com uma nova maneira de pensar e analisar a cultura —um novo olhar— e associa-se a uma série diferente de preocupações e agendas de investigação e atuação.